Insurtechs são empresas que usam tecnologia para inovar no mercado de seguros. O termo nasce da junção entre insurance, que significa seguro, e technology, que significa tecnologia.
Na prática, insurtechs criam soluções digitais para simplificar a contratação de seguros, personalizar coberturas, automatizar processos, melhorar a análise de risco, agilizar sinistros, reduzir fraudes e tornar a experiência do cliente mais clara, rápida e acessível.
A NAIC, associação dos reguladores de seguros dos Estados Unidos, define insurtech como o uso de novas tecnologias para tornar a compra, o uso e a compreensão de seguros mais fáceis, rápidos e personalizados, além de automatizar práticas tradicionais das seguradoras. (NAIC)
O que são insurtechs?
Insurtechs são empresas de tecnologia voltadas ao setor de seguros.
Elas podem atuar diretamente com o consumidor final ou nos bastidores, oferecendo soluções para seguradoras, corretores, bancos, varejistas, marketplaces e empresas que desejam integrar seguros aos seus produtos.
Uma insurtech pode desenvolver:
- Plataformas de cotação online.
- Seguros digitais.
- Aplicativos de gestão de apólices.
- Soluções para corretores.
- Ferramentas antifraude.
- Sistemas de análise de risco.
- Automação de sinistros.
- Seguros sob demanda.
- Seguros integrados a jornadas de compra.
- APIs para distribuição de seguros.
- Modelos de precificação personalizados.
- Sistemas de monitoramento preventivo.
Ou seja, uma insurtech não é apenas uma “seguradora digital”. Ela pode ser qualquer empresa que use tecnologia para melhorar alguma parte da cadeia de seguros.
Como funcionam as insurtechs?
As insurtechs funcionam combinando tecnologia, dados, automação e conhecimento do mercado segurador.
Em vez de depender apenas de processos tradicionais, manuais e demorados, elas usam sistemas digitais para facilitar etapas como:
- Cotação.
- Cadastro.
- Contratação.
- Análise de risco.
- Emissão de apólice.
- Atendimento.
- Renovação.
- Abertura de sinistro.
- Validação de documentos.
- Pagamento de indenização.
- Prevenção de perdas.
- Relacionamento com o cliente.
Exemplo simples:
Uma pessoa deseja contratar seguro para celular. Em uma jornada tradicional, poderia precisar falar com um corretor, enviar documentos, esperar análise e receber uma proposta depois.
Em uma experiência criada por uma insurtech, o cliente pode informar modelo do aparelho, valor, dados pessoais, escolher cobertura, pagar e receber a apólice em poucos minutos.
Para que servem as insurtechs?
As insurtechs servem para tornar o mercado de seguros mais simples, eficiente e conectado.
Elas ajudam a resolver problemas antigos do setor, como:
- Burocracia na contratação.
- Linguagem difícil.
- Processos lentos.
- Pouca personalização.
- Falta de transparência.
- Demora em sinistros.
- Baixa digitalização.
- Dificuldade de comparação entre produtos.
- Alto custo operacional.
- Fraudes.
- Falta de acesso a seguros para determinados públicos.
A proposta das insurtechs é usar tecnologia para tornar o seguro mais próximo da realidade do consumidor atual.
Exemplos de insurtechs
As insurtechs podem atuar de várias formas.
Seguradoras digitais
São empresas que oferecem seguros com jornada predominantemente digital.
Podem vender seguros de:
- Auto.
- Vida.
- Residencial.
- Celular.
- Viagem.
- Saúde.
- Pet.
- Bicicleta.
- Equipamentos.
- Empresas.
O diferencial está na simplicidade da contratação, gestão pelo aplicativo e atendimento mais ágil.
Plataformas de cotação
Permitem comparar diferentes opções de seguros em um só lugar.
Podem mostrar:
- Preços.
- Coberturas.
- Franquias.
- Condições.
- Seguradoras parceiras.
- Assistências incluídas.
Isso ajuda o cliente a tomar decisão com mais clareza.
Soluções para corretores
Nem toda insurtech quer substituir o corretor. Muitas ajudam esse profissional a trabalhar melhor.
Essas plataformas podem oferecer:
- Cotação automatizada.
- CRM para corretoras.
- Gestão de renovações.
- Comparação de propostas.
- Emissão digital.
- Comunicação com clientes.
- Relatórios de carteira.
- Gestão de comissões.
- Controle de sinistros.
Nesse caso, a insurtech atua como infraestrutura tecnológica para o corretor.
Sistemas antifraude
Algumas insurtechs usam dados, inteligência artificial e automação para identificar fraudes em seguros.
Podem analisar:
- Documentos.
- Imagens.
- Histórico de sinistros.
- Padrões suspeitos.
- Dados cadastrais.
- Comportamento do usuário.
- Inconsistências em relatos.
- Risco de deepfakes.
O uso de IA no setor de seguros tem crescido, mas também traz novos riscos, como deepfakes em fraudes e decisões automatizadas que podem excluir clientes. (Reuters)
Automação de sinistros
Sinistro é o evento coberto pelo seguro, como roubo, acidente, dano, perda ou morte, conforme o tipo de apólice.
Insurtechs podem tornar esse processo mais rápido com:
- Abertura digital.
- Envio de documentos pelo app.
- Análise automática.
- Vistoria por imagem.
- Acompanhamento em tempo real.
- Comunicação automatizada.
- Pagamento mais ágil.
- Detecção de inconsistências.
A melhoria na jornada de sinistros é uma das áreas mais relevantes, porque é no sinistro que o cliente realmente testa a promessa do seguro.
Embedded insurance
Embedded insurance significa seguro incorporado à compra de outro produto ou serviço.
Exemplos:
- Seguro celular oferecido no checkout da loja.
- Seguro viagem ao comprar passagem.
- Proteção de entrega em um e-commerce.
- Seguro para bicicleta em app de mobilidade.
- Garantia estendida na compra de eletrodoméstico.
- Seguro residencial no processo de aluguel de imóvel.
A vantagem é oferecer proteção no momento em que o cliente já está pensando naquele risco.
Seguro sob demanda
Seguro sob demanda é aquele ativado por período, uso ou necessidade específica.
Exemplos:
- Seguro por dia.
- Seguro por viagem.
- Seguro para equipamento durante um evento.
- Seguro para carro apenas quando usado.
- Seguro para bicicleta em determinado trajeto.
- Seguro para objeto específico.
Esse modelo conversa com consumidores que desejam flexibilidade.
Seguro paramétrico
Seguro paramétrico é um modelo em que o pagamento é acionado por um parâmetro previamente definido.
Exemplo:
Um seguro agrícola pode prever indenização se a chuva em determinada região ficar abaixo de um índice combinado.
Esse tipo de seguro pode reduzir burocracia, especialmente em eventos climáticos, porque não depende apenas da análise tradicional de dano.
Tecnologias usadas por insurtechs
As insurtechs podem usar diferentes tecnologias.
Inteligência artificial
A inteligência artificial pode apoiar análise de risco, atendimento, sinistros, precificação e prevenção de fraudes. A IBM define IA em seguros como o uso de inteligência artificial, automação e outras tecnologias avançadas para melhorar cobertura e entrega de serviços no setor. (IBM)
Aplicações comuns:
- Chatbots.
- Leitura de documentos.
- Análise de imagens.
- Detecção de fraude.
- Classificação de sinistros.
- Precificação.
- Segmentação de clientes.
- Recomendação de produtos.
- Atendimento automatizado.
Big data
Big data permite analisar grandes volumes de dados para entender riscos e comportamentos.
Pode incluir:
- Histórico de sinistros.
- Dados climáticos.
- Dados geográficos.
- Dados de veículos.
- Dados de uso.
- Informações cadastrais.
- Dados de sensores.
- Dados públicos.
- Dados de mercado.
Com mais dados, a seguradora pode precificar melhor, prevenir perdas e personalizar produtos.
Machine learning
Machine learning permite que sistemas aprendam padrões a partir de dados.
Pode ser usado para:
- Prever risco.
- Identificar fraude.
- Estimar probabilidade de sinistro.
- Classificar clientes.
- Automatizar análise documental.
- Melhorar modelos de subscrição.
Internet das Coisas
A Internet das Coisas conecta dispositivos físicos à internet.
No mercado de seguros, pode aparecer em:
- Rastreador de veículo.
- Sensor de vazamento.
- Alarme residencial.
- Wearables de saúde.
- Sensores industriais.
- Dispositivos de segurança.
- Telemetria automotiva.
Esses dados podem ajudar a prevenir sinistros e ajustar preços conforme o uso real.
APIs
APIs permitem que sistemas diferentes se comuniquem.
No caso das insurtechs, APIs podem integrar:
- Seguradoras.
- Corretores.
- Marketplaces.
- Bancos.
- E-commerces.
- Aplicativos.
- Plataformas de pagamento.
- Sistemas de atendimento.
- CRMs.
- Parceiros de distribuição.
Sem APIs, modelos como embedded insurance seriam muito mais difíceis.
Automação
A automação reduz tarefas manuais.
Pode ser usada em:
- Cotação.
- Cadastro.
- Emissão.
- Cobrança.
- Renovação.
- Atendimento.
- Sinistros.
- Validação documental.
- Comunicação com clientes.
Blockchain
Blockchain pode ser usado em alguns modelos para registro, rastreabilidade e contratos inteligentes.
Aplicações possíveis:
- Registro de apólices.
- Validação de eventos.
- Contratos inteligentes.
- Redução de fraudes.
- Auditoria de transações.
Ainda é uma tecnologia de uso mais seletivo, não necessariamente central para todas as insurtechs.
Tipos de insurtechs
As insurtechs podem ser classificadas conforme sua atuação.
Insurtechs de distribuição
Focam em vender ou distribuir seguros por canais digitais.
Exemplos:
- Marketplaces de seguros.
- Comparadores.
- Corretores digitais.
- Plataformas white label.
- Embedded insurance.
Insurtechs de subscrição
Ajudam a analisar risco e definir condições de contratação.
Podem usar dados, modelos estatísticos e IA para melhorar a avaliação.
Insurtechs de sinistros
Focam em tornar o processo de sinistro mais rápido, barato e transparente.
Podem automatizar vistoria, análise de documentos, comunicação e pagamento.
Insurtechs antifraude
Criam soluções para identificar fraudes antes, durante ou depois da contratação e do sinistro.
Insurtechs para corretores
Ajudam corretoras a vender mais, organizar carteira, gerenciar clientes e automatizar tarefas.
Insurtechs de prevenção
Buscam evitar perdas antes que elas aconteçam.
Exemplos:
- Sensor contra vazamento.
- Monitoramento veicular.
- Rastreamento.
- Alertas climáticos.
- Dispositivos de segurança.
- Análise preditiva.
Insurtechs B2B
Vendidas para empresas, seguradoras, bancos, varejistas, corretores ou marketplaces.
Insurtechs B2C
Vendidas diretamente ao consumidor final.
Insurtechs são seguradoras?
Nem sempre.
Uma insurtech pode ser uma seguradora digital, mas também pode ser uma empresa de tecnologia que presta serviço para o mercado segurador.
Ela pode atuar como:
- Seguradora.
- Corretora.
- Plataforma de cotação.
- Software para seguradoras.
- Solução antifraude.
- Plataforma de sinistros.
- Fornecedora de API.
- Empresa de dados.
- Canal de distribuição.
- Parceira de bancos ou varejistas.
Por isso, o termo insurtech é mais amplo do que seguradora digital.
Diferença entre insurtech e fintech
Fintech é uma empresa que usa tecnologia no setor financeiro.
Insurtech é uma empresa que usa tecnologia no setor de seguros.
Fintechs atuam em áreas como:
- Pagamentos.
- Contas digitais.
- Crédito.
- Investimentos.
- Gestão financeira.
- Open Finance.
- Cartões.
- Bancos digitais.
Insurtechs atuam em áreas como:
- Seguros.
- Apólices.
- Sinistros.
- Análise de risco.
- Corretores.
- Seguradoras.
- Resseguros.
- Proteção financeira.
- Gestão de riscos.
A insurtech pode ser entendida como uma especialização tecnológica dentro do universo financeiro, focada em seguros.
Insurtechs e Open Insurance
O Open Insurance é um sistema que permite o compartilhamento padronizado de dados no setor de seguros, sempre com consentimento do cliente. No Brasil, o portal oficial informa que o compartilhamento só pode ocorrer com consentimento, em processo digital, seguro e supervisionado pela Susep. (opinbrasil)
Para as insurtechs, o Open Insurance pode abrir oportunidades como:
- Produtos mais personalizados.
- Comparação mais fácil entre seguros.
- Melhor portabilidade de dados.
- Mais competição.
- Novos canais digitais.
- Integração entre seguradoras e parceiros.
- Experiências mais simples para o cliente.
O ponto central é que o cliente passa a ter mais controle sobre seus dados.
Benefícios das insurtechs para consumidores
As insurtechs podem trazer vários benefícios para o consumidor.
Contratação mais simples
O cliente pode contratar seguro online, com menos etapas e menos papelada.
Mais comparação
Plataformas digitais ajudam a comparar preços, coberturas e condições.
Mais personalização
Produtos podem ser ajustados ao perfil, uso ou necessidade do cliente.
Atendimento mais rápido
Aplicativos, chatbots e portais reduzem tempo de espera em alguns casos.
Sinistro mais ágil
A abertura e o acompanhamento do sinistro podem ser feitos digitalmente.
Mais transparência
A tecnologia pode facilitar a visualização de coberturas, exclusões, prazos e documentos.
Mais acesso
Produtos digitais e simplificados podem chegar a públicos antes pouco atendidos.
Benefícios das insurtechs para seguradoras
Para seguradoras, insurtechs podem ajudar a modernizar a operação.
Benefícios possíveis:
- Redução de custos operacionais.
- Melhor análise de risco.
- Menos processos manuais.
- Mais agilidade em sinistros.
- Detecção de fraudes.
- Novos canais de venda.
- Produtos mais personalizados.
- Melhor experiência do cliente.
- Uso mais estratégico de dados.
- Integração com parceiros.
- Prevenção de perdas.
A tecnologia permite que seguradoras tradicionais inovem sem reconstruir toda a operação do zero.
Benefícios das insurtechs para corretores
As insurtechs também podem fortalecer a atuação dos corretores.
Elas podem ajudar em:
- Cotações mais rápidas.
- Organização da carteira.
- Renovações automáticas.
- Comparação de propostas.
- CRM.
- Atendimento digital.
- Gestão de documentos.
- Acompanhamento de sinistros.
- Comunicação com clientes.
- Relatórios de desempenho.
O corretor pode usar a tecnologia para deixar tarefas repetitivas mais leves e focar em consultoria.
Desafios das insurtechs
Apesar do crescimento, as insurtechs enfrentam desafios importantes.
Regulação
O mercado de seguros é regulado. Nem toda inovação pode ser lançada sem análise jurídica e regulatória.
Confiança
Seguro envolve proteção financeira. O cliente precisa confiar que será atendido quando precisar.
Educação do consumidor
Muitas pessoas ainda têm dificuldade para entender coberturas, franquias, exclusões e condições.
Dados sensíveis
Seguros podem envolver dados financeiros, patrimoniais, comportamentais e de saúde.
Segurança da informação
Plataformas digitais precisam proteger dados e evitar acessos indevidos.
Fraudes digitais
A digitalização reduz algumas fraudes, mas pode abrir espaço para outras, inclusive com uso de IA.
Integração com sistemas antigos
Muitas seguradoras ainda usam sistemas legados, o que dificulta integrações rápidas.
Precificação justa
O uso intenso de dados pode melhorar preços, mas também gerar discussões sobre discriminação, exclusão e acesso.
Insurtechs e inteligência artificial
A inteligência artificial é uma das principais tendências para insurtechs.
Ela pode ser usada em:
- Atendimento.
- Cotação.
- Análise de risco.
- Subscrição.
- Sinistros.
- Antifraude.
- Precificação.
- Prevenção.
- Personalização.
Mas seu uso exige cautela.
O setor precisa garantir:
- Transparência.
- Supervisão humana.
- Segurança de dados.
- Redução de vieses.
- Explicabilidade.
- Conformidade regulatória.
- Proteção do consumidor.
A IA pode melhorar eficiência, mas decisões automatizadas em seguros precisam ser auditáveis e responsáveis.
Insurtechs e experiência do cliente
O mercado de seguros tem um desafio histórico de experiência.
Muitos clientes não entendem bem:
- O que está coberto.
- O que está excluído.
- Como acionar o seguro.
- Quanto tempo o processo leva.
- Quais documentos são necessários.
- O que significa franquia.
- Como funciona renovação.
Insurtechs tentam melhorar essa relação com:
- Linguagem mais simples.
- Contratação digital.
- Aplicativos.
- Atendimento omnichannel.
- Acompanhamento em tempo real.
- Cotação rápida.
- Documentos acessíveis.
- Comunicação mais clara.
A experiência do cliente é um dos principais campos de disputa no setor.
Insurtechs e LGPD
No Brasil, insurtechs precisam observar a Lei Geral de Proteção de Dados.
Isso é especialmente importante porque seguros podem envolver dados pessoais sensíveis, como informações de saúde.
Cuidados necessários:
- Coletar apenas dados necessários.
- Informar finalidade de uso.
- Proteger dados pessoais.
- Controlar acesso interno.
- Ter políticas claras de privacidade.
- Garantir segurança da informação.
- Registrar consentimentos quando aplicável.
- Respeitar direitos dos titulares.
- Evitar compartilhamentos indevidos.
- Usar dados com responsabilidade.
Tecnologia em seguros precisa caminhar junto com confiança.
Insurtechs e seguros personalizados
A personalização é uma das grandes promessas das insurtechs.
Com dados e tecnologia, seguros podem ser ajustados conforme:
- Perfil do cliente.
- Comportamento.
- Uso real.
- Localização.
- Histórico.
- Tipo de bem segurado.
- Necessidade pontual.
- Exposição ao risco.
Exemplo:
Um seguro auto pode considerar quilometragem, forma de condução ou uso do veículo.
Um seguro residencial pode considerar sensores, localização, tipo de imóvel e perfil de risco.
A personalização pode tornar seguros mais adequados, mas precisa respeitar critérios éticos e regulatórios.
Insurtechs e microsseguros
Insurtechs também podem ampliar o acesso a microsseguros e produtos mais simples.
Exemplos:
- Seguro celular.
- Seguro funeral.
- Seguro de vida acessível.
- Seguro para pequenos empreendedores.
- Seguro residencial simplificado.
- Seguro para autônomos.
- Seguro agrícola para pequenos produtores.
A tecnologia reduz custo de distribuição e pode facilitar contratação por públicos que antes tinham pouco acesso a seguros.
Insurtechs e seguros para empresas
Empresas também podem se beneficiar de soluções insurtech.
Aplicações possíveis:
- Gestão de apólices corporativas.
- Seguro cibernético.
- Responsabilidade civil.
- Seguro patrimonial.
- Seguro para pequenas empresas.
- Monitoramento de riscos.
- Gestão de frota.
- Seguro garantia.
- Análise preditiva de perdas.
- Plataformas para RH e benefícios.
Para empresas, a tecnologia ajuda a entender riscos, organizar documentos e reduzir falhas na gestão de seguros.
Como as insurtechs ganham dinheiro?
O modelo de receita varia conforme a atuação.
Exemplos:
- Comissão por seguro vendido.
- Taxa por apólice emitida.
- Assinatura de software.
- Licenciamento de plataforma.
- Receita por API.
- Prestação de serviço para seguradoras.
- Taxa de intermediação.
- Modelo white label.
- Serviços antifraude.
- Análise de risco.
- Gestão de sinistros.
- Soluções de dados, respeitando regras de privacidade.
O modelo precisa estar alinhado à legislação e à transparência com clientes e parceiros.
Como identificar uma boa insurtech?
Para avaliar uma insurtech, observe:
- Clareza das informações.
- Transparência sobre coberturas.
- Reputação.
- Parceiros seguradores.
- Segurança dos dados.
- Canais de atendimento.
- Facilidade de acionar sinistro.
- Termos e condições.
- Política de privacidade.
- Conformidade regulatória.
- Avaliações de clientes.
- Histórico da empresa.
- Clareza sobre exclusões.
- Suporte humano quando necessário.
Preço baixo não deve ser o único critério. Seguro precisa ser confiável no momento em que o cliente mais precisa.
Insurtechs substituem seguradoras tradicionais?
Não necessariamente.
Em muitos casos, insurtechs trabalham junto com seguradoras tradicionais.
Elas podem fornecer:
- Tecnologia.
- Canal de distribuição.
- Experiência digital.
- Automação.
- Dados.
- Análise de risco.
- Soluções para sinistros.
- Plataformas para corretores.
Seguradoras tradicionais têm capital, regulação, carteira e capacidade de assumir risco. Insurtechs trazem velocidade, inovação e experiência digital.
A tendência é mais colaboração do que substituição completa.
Insurtechs substituem corretores?
Também não necessariamente.
Algumas soluções vendem diretamente ao consumidor, mas muitas fortalecem o corretor.
O papel do corretor pode mudar.
Em vez de gastar tempo com processos manuais, ele pode atuar de forma mais consultiva, ajudando o cliente a entender:
- Cobertura.
- Exclusões.
- Franquias.
- Riscos.
- Comparação entre propostas.
- Melhor produto para cada perfil.
A tecnologia pode substituir tarefas repetitivas, mas não elimina a importância da orientação qualificada em seguros mais complexos.
Tendências para insurtechs
As principais tendências incluem:
- Embedded insurance.
- Open Insurance.
- IA aplicada a sinistros.
- IA antifraude.
- Seguros sob demanda.
- Seguro paramétrico.
- Telemetria no seguro auto.
- IoT para prevenção de perdas.
- Plataformas para corretores.
- APIs de seguros.
- Personalização de coberturas.
- Microsseguros digitais.
- Jornada de sinistro digital.
- Uso de dados climáticos.
- Seguro cibernético.
- Produtos para públicos subatendidos.
- Mais atenção a privacidade e governança.
A tendência é que os seguros fiquem mais conectados à rotina do consumidor.
O futuro das insurtechs
O futuro das insurtechs deve ser marcado por seguros mais simples, preventivos, integrados e personalizados.
Em vez de o seguro ser lembrado apenas quando algo ruim acontece, ele pode passar a funcionar como uma camada contínua de proteção.
Exemplos:
- Alertas antes de um risco acontecer.
- Seguro integrado a compras.
- Preço baseado no uso real.
- Sinistro aberto pelo app.
- Análise automática de documentos.
- Cobertura ajustada ao perfil.
- Dados compartilhados com consentimento.
- Experiência mais clara e menos burocrática.
Mas o crescimento das insurtechs dependerá de equilíbrio.
Tecnologia precisa vir acompanhada de confiança, regulação, ética, segurança de dados e transparência.
Vale a pena estudar insurtechs?
Sim. Estudar insurtechs é importante para entender o futuro do mercado de seguros e da transformação digital em serviços financeiros.
O tema é relevante para profissionais de:
- Seguros.
- Corretagem.
- Tecnologia.
- Marketing.
- Produto.
- Dados.
- Direito.
- Compliance.
- Atendimento.
- Customer Experience.
- Finanças.
- Gestão de riscos.
- Empreendedorismo.
As insurtechs mostram como a tecnologia pode transformar setores tradicionais, reduzir burocracias e criar experiências mais simples para consumidores e empresas.
Perguntas frequentes sobre insurtechs
O que são insurtechs?
Insurtechs são empresas que usam tecnologia para inovar no mercado de seguros, melhorando contratação, cotação, atendimento, sinistros, análise de risco e gestão de apólices.
O que significa insurtech?
Insurtech vem da junção de insurance e technology, ou seja, seguros e tecnologia.
Insurtech é uma seguradora?
Nem sempre. Uma insurtech pode ser seguradora digital, corretora digital, software para seguradoras, plataforma de cotação, solução antifraude ou empresa de tecnologia para o setor.
Qual é a diferença entre insurtech e fintech?
Fintech atua no mercado financeiro em geral. Insurtech atua especificamente no mercado de seguros.
Quais são exemplos de insurtechs?
Exemplos incluem seguradoras digitais, plataformas de cotação, seguros sob demanda, soluções antifraude, automação de sinistros, embedded insurance e ferramentas para corretores.
Como as insurtechs funcionam?
Elas usam dados, automação, inteligência artificial, APIs, aplicativos e plataformas digitais para tornar processos de seguros mais rápidos, simples e eficientes.
Quais tecnologias as insurtechs usam?
Insurtechs podem usar inteligência artificial, machine learning, big data, IoT, APIs, automação, blockchain, aplicativos e plataformas digitais.
O que é embedded insurance?
Embedded insurance é o seguro integrado à compra de outro produto ou serviço, como seguro celular no checkout ou seguro viagem ao comprar passagem.
Insurtechs são seguras?
Podem ser seguras quando seguem regulação, protegem dados, trabalham com parceiros confiáveis, têm transparência e oferecem canais claros de atendimento.
Por que as insurtechs são importantes?
Porque ajudam a reduzir burocracia, ampliar acesso a seguros, melhorar experiência do cliente, personalizar produtos, agilizar sinistros e modernizar o setor segurador.
