Tag: Direito Administrativo e Direito Tributário

  • Direito Administrativo e Direito Tributário: princípios, licitações, tributos e atuação prática

    Direito Administrativo e Direito Tributário: princípios, licitações, tributos e atuação prática

    Direito Administrativo e Direito Tributário são áreas diretamente relacionadas ao funcionamento do Estado e às relações jurídicas estabelecidas entre a administração pública, cidadãos e empresas.

    Enquanto o Direito Administrativo organiza temas como:

    • Atuação da administração pública;
    • Licitações;
    • Contratos;
    • Serviços públicos;
    • Responsabilização;

    o Direito Tributário estuda questões relacionadas a:

    • Tributos;
    • Competência tributária;
    • Obrigações fiscais;
    • Fiscalização;
    • Sanções;
    • Contencioso.

    O material-base destaca justamente que a conexão entre regras administrativas e tributárias influencia decisões relacionadas a serviços, orçamentos e direitos.

    Essa relação aparece de maneira concreta no cotidiano.

    Imagine uma empresa que pretende fornecer serviços para um município.

    Ela precisa compreender:

    • As regras da contratação pública;
    • O edital;
    • As obrigações contratuais;
    • Os efeitos tributários da operação;
    • Os riscos de descumprimento.

    Em outro cenário, um gestor público precisa contratar determinado serviço.

    Sua decisão não depende apenas de escolher o melhor fornecedor.

    É necessário observar:

    • Competências;
    • Princípios administrativos;
    • Procedimentos;
    • Planejamento;
    • Regras legais.

    Por isso, dominar essas duas áreas significa compreender parte importante da relação entre:

    Estado + administração + recursos públicos + contribuinte.

    Ao longo deste guia, você entenderá como princípios administrativos, governança, licitações, contratos, tributação, ilícitos fiscais, contencioso e a atual Reforma Tributária do Consumo se conectam.

    O que é Direito Administrativo?

    Direito Administrativo é o ramo jurídico relacionado à organização e à atuação da administração pública.

    Ele estabelece princípios e regras para questões como:

    • Estrutura administrativa;
    • Atos da administração;
    • Contratações;
    • Serviços;
    • Relação com particulares.

    Uma característica importante é que o Estado não atua da mesma maneira que um particular.

    Quando uma pessoa escolhe contratar determinado serviço para sua casa, possui ampla liberdade de decisão dentro dos limites legais.

    Um órgão público precisa observar regras específicas.

    Isso acontece porque administra:

    • Recursos públicos;
    • Competências estabelecidas juridicamente;
    • Interesses coletivos.

    Por isso, a atuação administrativa precisa estar vinculada ao ordenamento jurídico e sujeita a mecanismos de controle.

    Princípios da administração pública

    O material-base destaca cinco princípios fundamentais associados à atuação administrativa:

    • Legalidade;
    • Impessoalidade;
    • Moralidade;
    • Publicidade;
    • Eficiência.

    Esses princípios ajudam a compreender como decisões públicas devem ser tomadas.

    Legalidade

    A atuação administrativa deve respeitar os limites estabelecidos pelo ordenamento jurídico.

    Impessoalidade

    A administração não deve utilizar sua atuação para favorecer ou prejudicar pessoas com base em interesses particulares incompatíveis com a finalidade pública.

    Moralidade

    A atuação pública também precisa observar padrões jurídicos de probidade e boa administração.

    Publicidade

    Os atos administrativos devem respeitar as exigências de transparência e divulgação aplicáveis.

    Eficiência

    A administração também deve buscar uma atuação capaz de utilizar adequadamente os recursos disponíveis para alcançar as finalidades públicas.

    Esses princípios não funcionam de forma isolada.

    Uma decisão aparentemente eficiente pode ser inválida se desrespeitar:

    • Competência;
    • Procedimento;
    • Direitos.

    Por isso, administração pública exige equilíbrio entre resultado e juridicidade.

    Administração direta, indireta e organização dos poderes

    Compreender Direito Administrativo também exige entender como o Estado está organizado.

    O material-base destaca a administração direta e indireta e também a divisão entre:

    • Executivo;
    • Legislativo;
    • Judiciário.

    Essas estruturas cumprem funções diferentes e possuem competências próprias.

    No âmbito administrativo, também podem existir entidades criadas para desempenhar determinadas atividades com maior especialização.

    Essa organização interfere diretamente em questões como:

    • Competência;
    • Responsabilidade;
    • Contratação;
    • Controle.

    Imagine receber um ato praticado por determinado órgão.

    Uma das primeiras perguntas jurídicas pode ser:

    Esse órgão possuía competência para decidir dessa maneira?

    Antes de discutir o conteúdo da decisão, é necessário compreender quem poderia praticá-la.

    Essa lógica aparece em diversas situações do Direito Público.

    Governança, planejamento e tecnologia na administração pública

    A gestão pública não depende apenas da existência de normas.

    Também precisa transformar objetivos em:

    • Políticas;
    • Processos;
    • Serviços.

    O material-base relaciona governança, governabilidade e planejamento à implementação das ações públicas.

    A transformação digital acrescenta novos desafios.

    Hoje, serviços públicos podem utilizar:

    • Plataformas digitais;
    • Sistemas automatizados;
    • Bases de dados;
    • Processos eletrônicos.

    Esses recursos podem melhorar determinadas etapas da administração.

    Mas precisam ser utilizados considerando questões como:

    • Segurança;
    • Proteção de dados;
    • Transparência;
    • Capacitação.

    Digitalizar um procedimento ruim não resolve necessariamente seus problemas.

    Em alguns casos, apenas transforma:

    um processo ineficiente em papel

    em

    um processo ineficiente digital.

    Por isso, modernização também precisa envolver revisão dos processos e das responsabilidades.

    Licitações e contratações públicas

    Licitações são uma das áreas mais conhecidas do Direito Administrativo.

    Elas integram o conjunto de procedimentos utilizados pela administração para realizar determinadas contratações públicas.

    O material-base destaca aspectos como:

    • Objeto;
    • Obrigatoriedade;
    • Modalidades;
    • Sistema de registro de preços;
    • Vinculação ao edital;
    • Julgamento objetivo.

    Em 2026, a Lei nº 14.133/2021 permanece como a Lei de Licitações e Contratos Administrativos e estabelece normas gerais aplicáveis às administrações públicas abrangidas por seu escopo.

    Isso significa que estudar licitações exige compreender muito mais do que memorizar modalidades.

    É necessário entender o raciocínio completo da contratação.

    O processo começa antes da publicação do edital.

    Existe uma necessidade administrativa.

    Essa necessidade precisa ser:

    • Identificada;
    • Planejada;
    • Estruturada.

    Depois vêm as etapas correspondentes ao procedimento aplicável.

    Por que o planejamento é tão importante nas licitações?

    Imagine um órgão público que precisa contratar um sistema de tecnologia.

    Se a necessidade for descrita de forma inadequada, diversos problemas podem surgir posteriormente.

    O edital pode:

    • Não representar aquilo que o órgão realmente precisa;
    • Criar exigências incompatíveis;
    • Gerar dúvidas entre fornecedores.

    Isso pode afetar toda a contratação.

    Por isso, uma das competências importantes nessa área é transformar a necessidade administrativa em um objeto juridicamente e tecnicamente compreensível.

    O profissional precisa pensar:

    O que precisa ser contratado?

    Por que?

    Em quais condições?

    Quais riscos existem?

    O Direito Administrativo se encontra nesse ponto com:

    • Gestão;
    • Planejamento;
    • Governança.

    Edital, julgamento e segurança do procedimento

    O edital possui papel central na organização de muitas contratações.

    Ele estabelece regras que precisam ser observadas pelos participantes e pela própria administração dentro do regime jurídico aplicável.

    O material-base destaca especialmente:

    • Vinculação ao edital;
    • Julgamento objetivo.

    Imagine uma licitação cujo edital define determinado critério.

    Durante o julgamento, a administração decide utilizar outro parâmetro não previsto.

    Isso pode gerar questionamentos relacionados à:

    • Igualdade;
    • Previsibilidade;
    • Legalidade do procedimento.

    Por isso, elaborar e analisar editais exige cuidado.

    Cada exigência pode influenciar:

    • Competitividade;
    • Participação;
    • Resultado.

    Contratos públicos, sanções e prevenção de riscos

    Depois da seleção do contratado, começa outra etapa importante:

    A execução contratual.

    O material-base destaca situações envolvendo:

    • Micro e pequenas empresas;
    • Consórcios;
    • Estatais;
    • Sanções;
    • Responsabilização.

    Isso demonstra que ganhar uma licitação não encerra as obrigações da empresa.

    É necessário cumprir:

    • Prazos;
    • Especificações;
    • Obrigações documentais;
    • Condições contratuais.

    Do lado da administração, também existe necessidade de:

    • Acompanhar;
    • Documentar;
    • Fiscalizar;

    a execução dentro das regras aplicáveis.

    Problemas podem gerar:

    • Controvérsias;
    • Sanções;
    • Discussões judiciais ou administrativas.

    Por isso, prevenção costuma começar com:

    documentação + governança + controle.

    O que é Direito Tributário?

    Direito Tributário é o ramo jurídico que organiza aspectos da relação tributária entre Estado e contribuinte.

    Entre seus temas estão:

    • Competência tributária;
    • Limitações ao poder de tributar;
    • Tributos;
    • Obrigações;
    • Lançamento;
    • Crédito tributário;
    • Fiscalização;
    • Contencioso.

    O material-base destaca especialmente as limitações constitucionais e a repartição de competências entre os entes federativos.

    Essa divisão é fundamental.

    União, Estados, Distrito Federal e Municípios não podem simplesmente instituir qualquer tributo da forma que desejarem.

    A Constituição distribui competências e impõe limitações.

    Por isso, uma das primeiras perguntas diante de uma cobrança pode ser:

    O ente que instituiu esse tributo possuía competência para fazê-lo?

    Essa análise antecede muitas outras discussões tributárias.

    Limitações ao poder de tributar

    O poder estatal de instituir tributos encontra limites constitucionais.

    O material-base menciona, entre outros pontos:

    • Legalidade;
    • Vedação ao confisco.

    Essas limitações protegem os contribuintes contra determinados excessos.

    Isso demonstra uma característica importante do Direito Tributário.

    Ele não serve apenas para explicar:

    Como o Estado cobra tributos.

    Também estuda:

    Até onde essa cobrança pode ir.

    Essa relação entre competência e limitação é central para compreender:

    • Constitucionalidade;
    • Validade;
    • Exigibilidade.

    Impostos, taxas e contribuições de melhoria

    O material-base diferencia categorias tributárias como:

    • Impostos;
    • Taxas;
    • Contribuições de melhoria.

    Compreender essa classificação é importante porque cada espécie possui características próprias.

    Um imposto não possui exatamente a mesma estrutura jurídica de uma taxa.

    Por isso, identificar corretamente o tributo ajuda a responder:

    • Qual é seu fundamento?
    • Quem pode instituí-lo?
    • Qual é a situação prevista juridicamente para sua incidência?

    Classificar não é apenas uma atividade acadêmica.

    Essa diferenciação pode produzir consequências práticas na análise de cobranças e obrigações.

    Obrigação tributária, fato gerador e crédito tributário

    A relação tributária possui conceitos próprios que precisam ser estudados em conjunto.

    O material-base destaca:

    • Fato gerador;
    • Obrigação tributária;
    • Lançamento;
    • Crédito tributário.

    De maneira geral, a legislação define situações capazes de produzir consequências tributárias.

    Quando ocorre o fato previsto juridicamente, surgem relações e obrigações correspondentes conforme o regime aplicável.

    Imagine uma empresa analisando uma operação.

    Não basta perguntar:

    “Quanto de imposto eu pago?”

    Antes, pode ser necessário compreender:

    • Qual é a operação?
    • Qual tributo incide?
    • Quem é o sujeito da obrigação?
    • Quando ocorre o fato juridicamente relevante?

    O Direito Tributário exige justamente essa capacidade de transformar fatos econômicos em análise jurídica.

    Ilícitos tributários e responsabilização

    O material-base também aborda infrações e ilícitos relacionados à área tributária, mencionando exemplos como:

    • Sonegação;
    • Fraude;
    • Supressão de escrituração.

    É importante distinguir situações administrativas de condutas que podem possuir repercussão penal.

    Nem todo:

    • Erro;
    • Atraso;
    • Descumprimento;

    constitui automaticamente crime.

    A natureza da responsabilidade depende:

    • Da conduta;
    • Da legislação;
    • Dos elementos do caso.

    Por isso, analisar ilícitos tributários exige cuidado técnico.

    A afirmação:

    “Houve irregularidade fiscal, então existe crime.”

    é juridicamente insuficiente.

    Primeiro, é necessário identificar o fato e o enquadramento aplicável.

    Compliance tributário e prevenção

    Uma das formas de reduzir riscos tributários é estruturar processos internos capazes de identificar inconsistências antes que se transformem em problemas maiores.

    O material-base apresenta governança e procedimentos internos como instrumentos importantes de prevenção.

    Uma empresa pode desenvolver controles para:

    • Obrigações;
    • Documentação;
    • Alterações legislativas;
    • Revisões internas.

    Imagine que determinada obrigação tributária dependa de informações produzidas por três setores.

    Se cada área trabalha de forma isolada, erros podem surgir.

    Um processo integrado permite identificar:

    • Responsáveis;
    • Dados necessários;
    • Prazos.

    Compliance não significa ausência absoluta de risco.

    Significa administrar riscos de maneira mais estruturada.

    Contencioso tributário administrativo e judicial

    Discordâncias entre Fisco e contribuinte podem gerar controvérsias tributárias.

    O material-base diferencia:

    • Via administrativa;
    • Via judicial.

    No contencioso administrativo, determinadas discussões podem ser apresentadas perante os órgãos competentes da própria administração tributária.

    Já a via judicial transfere a discussão ao Poder Judiciário quando presentes as condições processuais pertinentes.

    É importante não transformar essa relação em uma regra simplificada segundo a qual toda discussão precisa obrigatoriamente passar primeiro pela esfera administrativa.

    O caminho adequado depende:

    • Da matéria;
    • Do procedimento;
    • Da estratégia jurídica;
    • Das regras aplicáveis.

    Na esfera judicial, podem existir discussões relacionadas a diferentes medidas tributárias, inclusive execuções fiscais.

    Por isso, atuação no contencioso exige conhecimento:

    material + processual.

    Reforma Tributária: o que mudou no cenário atual?

    O material-base foi produzido em uma fase na qual a Reforma Tributária ainda aparece descrita parcialmente como debate e proposta.

    Esse ponto precisa ser atualizado.

    Em 2026, a Reforma Tributária do Consumo já está em fase de implementação.

    Entre os principais marcos oficiais estão a Emenda Constitucional nº 132/2023, a Lei Complementar nº 214/2025 e a Lei Complementar nº 227/2026. A LC nº 214 instituiu o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo (IS); a LC nº 227/2026 disciplinou, entre outros pontos, o Comitê Gestor do IBS e aspectos do processo administrativo tributário do imposto.

    Portanto, IBS e CBS não devem mais ser tratados apenas como alternativas discutidas para o futuro.

    Eles já integram o novo modelo tributário em implementação.

    2026 e a transição para IBS e CBS

    A transição da Reforma Tributária do Consumo começou em 2026 e envolve uma implementação gradual.

    A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS vêm publicando orientações, atos e cronogramas relacionados à adaptação de documentos fiscais e obrigações associadas aos novos tributos.

    Isso cria um cenário especialmente importante para profissionais das áreas:

    • Jurídica;
    • Fiscal;
    • Contábil;
    • Tributária;
    • Tecnologia.

    A implementação não exige apenas interpretar normas.

    Empresas também podem precisar adaptar:

    • Sistemas;
    • Documentos;
    • Processos;
    • Cadastro de produtos e operações;
    • Rotinas fiscais.

    Em setembro de 2026, por exemplo, regras relacionadas ao Simples Nacional já passaram a considerar a adaptação a IBS e CBS para 2027, demonstrando que a transição possui efeitos operacionais concretos.

    Por isso, atualização deixou de ser apenas uma recomendação acadêmica.

    É uma necessidade prática.

    Direito Administrativo e Tributário na prática: como as áreas se encontram?

    Imagine uma empresa interessada em fornecer equipamentos para um órgão público.

    Primeiro, ela identifica uma licitação.

    A equipe analisa:

    • Edital;
    • Habilitação;
    • Objeto;
    • Condições contratuais.

    Aqui, predomina o Direito Administrativo.

    Depois, precisa calcular o preço.

    Agora entram:

    • Custos;
    • Tributos;
    • Obrigações fiscais.

    O Direito Tributário passa a influenciar diretamente a proposta.

    A empresa vence.

    Durante a execução, emite documentos fiscais.

    Precisa cumprir:

    • Contrato;
    • Regras administrativas;
    • Obrigações tributárias.

    Agora imagine que surja uma alteração no tratamento tributário da operação.

    Ela pode afetar:

    • Margem;
    • Precificação;
    • Sistemas.

    Ao mesmo tempo, a empresa não pode simplesmente ignorar o contrato administrativo existente.

    Essa situação mostra por que as áreas se encontram.

    O mundo real não separa os problemas em disciplinas.

    Uma decisão pode possuir simultaneamente consequências:

    Administrativas + contratuais + tributárias.

    Como analisar um problema jurídico nessas áreas?

    Um roteiro inicial pode ajudar a organizar o raciocínio.

    1. Identifique os sujeitos

    Quem está envolvido?

    • União?
    • Estado?
    • Município?
    • Empresa?
    • Cidadão?

    2. Determine a relação jurídica

    O problema envolve:

    • Contratação?
    • Cobrança tributária?
    • Sanção?
    • Fiscalização?

    3. Identifique a competência

    Quem pode:

    • Decidir;
    • Contratar;
    • Instituir;
    • Fiscalizar?

    4. Localize a base normativa

    Quais normas disciplinam a situação?

    5. Analise o procedimento

    A decisão respeitou as etapas necessárias?

    6. Verifique consequências

    Podem existir efeitos:

    • Administrativos;
    • Tributários;
    • Processuais;
    • Contratuais.

    Essa estrutura ajuda a evitar análises baseadas apenas em uma regra isolada.

    Competências importantes para atuar nessas áreas

    Direito Administrativo e Direito Tributário exigem capacidade para integrar:

    • Interpretação jurídica;
    • Gestão;
    • Estratégia;
    • Atualização normativa.

    Entre as competências relevantes estão:

    Análise normativa

    Interpretar:

    • Constituição;
    • Leis;
    • Regulamentos;
    • Atos administrativos.

    Contratações públicas

    Compreender:

    • Planejamento;
    • Editais;
    • Procedimentos;
    • Contratos.

    Direito Tributário

    Analisar:

    • Competências;
    • Tributos;
    • Obrigações;
    • Fiscalização.

    Compliance

    Identificar e organizar riscos.

    Contencioso

    Construir estratégias dentro das vias:

    • Administrativa;
    • Judicial.

    Atualização legislativa

    Acompanhar mudanças que alterem diretamente a prática.

    Esse último ponto é particularmente importante em períodos de transição normativa, como acontece atualmente com a Reforma Tributária do Consumo.

    Como organizar os estudos em Direito Administrativo e Direito Tributário?

    Uma sequência coerente pode começar pelos fundamentos e avançar para temas aplicados.

    1. Princípios administrativos

    Estude:

    • Legalidade;
    • Impessoalidade;
    • Moralidade;
    • Publicidade;
    • Eficiência.

    2. Organização administrativa

    Compreenda:

    • Administração direta;
    • Administração indireta;
    • Competências.

    3. Governança pública

    Relacione:

    • Planejamento;
    • Controle;
    • Políticas públicas.

    4. Licitações

    Aprofunde:

    • Planejamento;
    • Procedimento;
    • Edital;
    • Julgamento.

    5. Contratos públicos

    Estude:

    • Execução;
    • Fiscalização;
    • Responsabilização.

    6. Fundamentos tributários

    Compreenda:

    • Competência;
    • Limitações;
    • Espécies tributárias.

    7. Obrigação e crédito tributário

    Estude a estrutura da relação tributária.

    8. Ilícitos e sanções

    Diferencie responsabilidades e consequências.

    9. Contencioso

    Conheça:

    • Via administrativa;
    • Via judicial.

    10. Reforma Tributária

    Acompanhe continuamente:

    • IBS;
    • CBS;
    • Imposto Seletivo;
    • Regulamentação;
    • Transição.

    Essa sequência permite compreender primeiro a estrutura do sistema para depois analisar problemas mais complexos.

    Perguntas frequentes sobre Direito Administrativo e Direito Tributário

    O que é Direito Administrativo?

    É o ramo do Direito relacionado à organização e à atuação da administração pública e às suas relações jurídicas.

    O que é Direito Tributário?

    É o ramo que disciplina a instituição, cobrança e controle dos tributos e as relações entre Fisco e contribuintes.

    Quais são os princípios administrativos mais conhecidos?

    Legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência estão entre os princípios expressamente associados à administração pública.

    O que é licitação?

    É um procedimento administrativo utilizado para selecionar propostas e estruturar determinadas contratações públicas conforme o regime jurídico aplicável.

    Qual é a principal lei de licitações atualmente?

    Em 2026, a Lei nº 14.133/2021 é a Lei de Licitações e Contratos Administrativos e estabelece normas gerais de licitação e contratação para os entes e órgãos abrangidos por seu escopo.

    O que é competência tributária?

    É a competência constitucionalmente atribuída aos entes federativos para instituir tributos dentro dos limites definidos pelo sistema jurídico.

    Qual é a diferença entre imposto e taxa?

    São espécies tributárias distintas e possuem fundamentos jurídicos diferentes. A classificação correta depende da estrutura constitucional e legal de cada cobrança.

    Toda irregularidade tributária constitui crime?

    Não. Infrações administrativas e crimes tributários não são a mesma coisa e precisam ser analisados de acordo com a conduta e a legislação aplicável.

    O contencioso tributário acontece apenas na Justiça?

    Não. Existem discussões tributárias na esfera administrativa e na esfera judicial.

    IBS e CBS ainda são apenas propostas?

    Não. Em setembro de 2026, IBS e CBS já foram instituídos e fazem parte da Reforma Tributária do Consumo em implementação.

    A transição tributária já começou?

    Sim. A transição começou em 2026, com regulamentações e processos de adaptação sendo implementados gradualmente.

    Por que essas duas áreas são estudadas juntas?

    Porque decisões públicas, contratos, orçamento, tributação e relações com empresas frequentemente produzem efeitos administrativos e tributários simultaneamente.

    Da norma à decisão: por que compreender o sistema inteiro importa

    Imagine analisar uma contratação pública apenas pelo edital.

    Talvez seja possível compreender:

    • Objeto;
    • Participação;
    • Julgamento.

    Mas ainda faltam perguntas.

    Quem possui competência para realizar aquela contratação?

    Qual é a estrutura do órgão?

    Como o contrato será executado?

    Que riscos existem?

    Que efeitos tributários interferem no preço?

    A situação começa administrativa e rapidamente passa a envolver outras áreas.

    Agora imagine uma empresa recebendo uma cobrança tributária.

    Também não basta perguntar:

    “O valor está correto?”

    É necessário compreender:

    • Quem realizou a cobrança;
    • Qual é a competência do ente;
    • Qual norma foi aplicada;
    • Qual fato gerou a obrigação;
    • Qual procedimento ocorreu.

    Se houver discordância, surge outra dimensão:

    Qual é o caminho adequado para contestar?

    É nesse ponto que o estudo integrado ganha valor.

    Os princípios administrativos ajudam a compreender como o Estado deve agir.

    A organização administrativa revela quem pode decidir.

    Governança conecta Direito e gestão.

    Licitações estruturam contratações.

    Contratos organizam a execução.

    Direito Tributário estabelece competências e limites para tributar.

    Obrigações fiscais transformam fatos em relações jurídicas.

    Compliance ajuda a prevenir riscos.

    Contencioso organiza a defesa.

    A Reforma Tributária modifica parte relevante desse ambiente e exige acompanhamento contínuo.

    Por isso, Direito Administrativo e Direito Tributário não devem ser compreendidos apenas como conjuntos de normas para memorizar.

    São campos que ajudam a responder perguntas fundamentais:

    Quem pode agir?

    De que maneira?

    Dentro de quais limites?

    Quais são as consequências?

    É essa capacidade de conectar norma, fato, procedimento e estratégia que transforma conhecimento jurídico em atuação prática.

    Para estudantes e profissionais ligados ao Direito, Gestão Pública, Compliance, Licitações e áreas fiscais, aprofundar conhecimentos em Direito Administrativo e Direito Tributário pode ampliar a capacidade de analisar relações entre Estado e particulares, interpretar contratações públicas e acompanhar as mudanças estruturais que atualmente atingem o sistema tributário brasileiro.

    Conheça a ementa.